jusbrasil.com.br
16 de Maio de 2022

TJRS reconhece dupla maternidade ainda na gestação; juiz destacou "direito à felicidade e ao amor"

Dallyla Alves, Advogado
Publicado por Dallyla Alves
há 8 meses

No Rio Grande do Sul, um casal de mulheres poderá registrar o filho fruto de inseminação artificial caseira antes mesmo do nascimento do bebê. A decisão, proferida pelo 1º Juizado da Vara Cível do Foro da Restinga, garante a inclusão de ambas no registro do filho, além do direito às demais repercussões jurídicas e sociais de um casal que espera uma criança, como inclusão em plano de saúde, acompanhamento pré-natal e assistência no parto.

Na ação declaratória de maternidade, as mulheres alegaram que estão juntas há quatro anos e detalharam a intenção de ter um filho. Conforme o relato, elas encontraram o doador, com quem tiveram apenas um contato, por meio de uma rede social.

Na decisão, o juiz Osmar de Aguiar Pacheco declarou: “Sendo a inseminação heteróloga a única viável em uniões homoafetivas, cumpre analogicamente aplicar a regra do artigo 1597, III, do Código Civil, presumindo-se a paternidade ou maternidade quando do método artificial, quer assistido ou não em ambiente clínico”.

“Contudo, o fundamento da República da dignidade da pessoa humana e a previsão da família como base da sociedade a ensejar a especial proteção estatal, previstos respectivamente nos artigos , III, e 226, caput, da Constituição Federal exigem tratamento isonômico e inclusivo de todas as fórmulas familiares concebidas a partir das relações de afeto e solidariedade. É o que se pode resumir como o direito à felicidade e ao amor, base de qualquer ordenamento jurídico verdadeiramente justo”, diz um trecho da sentença.

Fonte: Assessoria de Comunicação do IBDFAM (com informações do TJRS) bdfam.org.br/noticias/8949/TJRS%20reconhece%20dupla%20maternidade%20ainda%20na%20gestação;%20juiz%20destacou

Informações relacionadas

Magalhães Advocacia, Advogado
Artigoshá 8 meses

O ônus da prova nas relações de consumo

Pagar pensão não impede danos morais por abandono afetivo, diz STJ

Atualidades Jurídicas, Consultor Jurídico
Notíciashá 8 meses

Razoabilidade, proporcionalidade, presunção de inocência: a investigação social em concurso, na visão do STJ

1 Comentário

Faça um comentário construtivo para esse documento.

Não use muitas letras maiúsculas, isso denota "GRITAR" ;)

Bom dia,

seria possível informar o número do processo?

Estou atuando em um caso semelhante e essa jurisprudência seria de grande valia.

Saudações, grato. continuar lendo